Ressonância Magnética e sua utilização em Pacientes Cirróticos

cirroseA Ressonância Magnética tem sido utilizada para avaliação da cirrose e suas complicações. Sequências mais rápidas têm permitido imagens hepáticas de ótima qualidade com alto contraste tecidual intrínseco. Métodos automatizados de detecção de contraste endovenoso, aliados a sequências rápidas, permitem caracterização de uma boa fase arterial do meio de contraste, o que é essencial para identificar e o carcinoma hépato-celular.

Ausência de radiação ionizante associada a sequências tridimensionais com supressão de gordura, contrastadas por gadolínio, podem ser utilizadas de forma rotineira, permitindo controle evolutivo de nódulos regenerativos, flagrando precocemente transformação para nódulos displásicos e hepatocarcinoma in situ, possibilitando terapêutica precoce.

Adicionalmente, pode-se avaliar como “pano de fundo” todo parênquima hepático, identificando-se distorções arquiteturais típicas da cirrose, permitindo-se ainda caracterização de lesões que eventualmente simulem tumores, incluindo-se aí fibrose focal, shunts arteriovenosos, alterações perfusionais do parênquima, assim como hemangiomas e pseudoaneurismas.

Uma boa propedêutica, aliada a escolha correta da modalidade de imagem para avaliação hepática em pacientes cirróticos, permite identificação precoce de suas complicações, e instituição de terapêutica adequada.

 Bibliografia:

1-Shahid M. Hussain, Caroline Reinhold, Donald G. Mitchell. Cirrhosis and Lesion Characterization at MR Imaging: RadioGraphics 2009; 29:1637–1652.

2- Richard L. Baron, Mark S. Peterson. Screening the Cirrhotic Liver for Hepatocellular Carcinoma with CT and MR Imaging: Opportunities and Pitfalls: RadioGraphics 2001; 21:S117–S132

Por: Dr. Estandislau Ferraz